Estudos Bíblicos

Várias Opiniões Sobre  Jesus de Nazaré

Várias Opiniões Sobre  Jesus de Nazaré
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

Quase todas as pessoas que ouviram falar de Jesus formaram uma opinião sobre Ele. Isto é natural, pois Ele não somente é a pessoa mais famosa da história universal, mas também a que tem causado mais controvérsias. As opiniões populares sobre Jesus podem ser reduzidas a apenas duas: ou Ele foi Deus em forma humana ou foi simplesmente um homem bom. Uma delas não pode ser verdadeira.

É impossível vê-lo como um homem bom, se Ele não for o Filho de Deus, pois foi isso precisamente que Ele alegou ser (veja o Capítulo Cinco). Se Ele não era Deus, mas alegou ser, então não pode ser bom; Ele seria ou louco ou um grande mentiroso.

Em razão de seu caráter reto e seus atos caridosos, dificilmente alguém consideraria Jesus sob uma ótica negativa. Mesmo aqueles que se irritavam ao ouvir seu nome — Hegel, Voltaire, Stalin, Mao Tsé-Tung e Marx, para citar alguns — não foram capazes de ignorá-lo. Alguns foram até mesmo respeitosos para com Ele.

Apesar disso, eles sabiam que suas teorias eram opostas ao ensino de Jesus, por isso não poupavam esforços em uma fútil tentativa de anular sua influência.

Tudo se resume desta forma: Se Jesus é realmente Deus em forma humana, então Ele deve ser adorado. Se Ele não é, deve ser esquecido e rotulado como impostor ou lunático.

Nesses dois mil anos passados, bilhões de pessoas o têm adorado, enquanto que outros bilhões nunca ouviram falar dele ou não tiveram acesso a evidência de quem Ele realmente é. Neste último grupo muitos têm formulado suas opiniões sobre Jesus baseados nas afirmações de outras pessoas, mas isto é perigoso, pois uma visão prejudicial pode levar a conclusões erradas.

De acordo com a Bíblia, no eterno plano de Deus para o homem, a decisão mais difícil que toda pessoa enfrenta está relacionada com a identidade de Jesus de Nazaré. “Quem é Jesus?” torna-se desse modo a mais importante pergunta a que uma pessoa possa responder.

A Opinião dos Descrentes

De todos os pontos de vista sobre Jesus de Nazaré, nenhum é tão insensato como o que afirma que Ele nunca viveu realmente. Tal pressuposição desafia tanto a razão como a história, pois as pegadas do Nazareno estão irrevogavelmente estampadas em todo o Oriente Médio, na era romana e na civilização ocidental.

Muitos judeus em Israel rejeitaram sua origem divina, mas não puderam e nem podem negar sua existência histórica. Muitos deles hoje concordam que Jesus é o maior dos hebreus surgido desde o fim do Velho Testamento.

Em 1995 liderei uma viagem turística a Israel em dois ônibus lotados de cristãos. Nosso guia, um major da reserva do exército, tinha também mestrado em história pela Universidade Hebraica. Ele foi muito respeitoso em relação ao homem Jesus — mas admitiu que não podia aceitá-lo como Messias, muito embora reconhecesse nele “muitas semelhanças”.

Quando perguntei se muitos judeus acreditavam que Jesus realmente viveu, ele respondeu: “Sim, certamente!” Então perguntei quem eles achavam que foi Jesus, e ele respondeu: “O judeu mais famoso em toda a história.” Boa parte da economia de Israel baseia-se hoje nos turistas cristãos que visitam a Terra Santa para prestar homenagem a Jesus.

Cada ônibus de turismo relembra aos habitantes locais que o Nazareno viveu ali e foi um deles, porém muitos negam-se a considerá-lo como Messias.

Mesmo aqueles que não aceitam a condição de Jesus como Deus admitem que Ele deixou uma marca indelével sobre a humanidade. J. Oswald Sanders, um respeitado escritor e ministro inglês, colecionou afirmações tanto de descrentes como de crentes sobre a pessoa de Jesus:

Descrentes. Parece que os descrentes e mesmo os infiéis tentaram suplantar uns aos outros nos elogios ao caráter de Cristo e, em um tribunal, o parecer favorável de uma testemunha em relação ao lado oposto tem grande peso. Seguem-se, então, alguns tributos de descrentes e de inimigos do cristianismo à pessoa de Jesus.

Ernest Renan, o infiel francês, escreveu: “Repousa agora em tua glória, nobre Fundador. Tua obra está terminada! Tua divindade está estabelecida… Entre ti e Deus não haverá mais qualquer distinção… Sejam quais forem as surpresas do futuro, Jesus nunca será ultrapassado.”

  1. Lecky, de Dublin (Irlanda), o historiador do racionalismo, diz: “Cristo exerceu influência tão profunda que podemos afirmar que o simples registro de três curtos anos de vida ativa fez mais para regenerar e suavizar o ser humano do que todas as indagações dos filósofos e todas as exortações dos moralistas.”

Lord Byron, um poeta devasso, afirmou: “Se alguma vez o homem foi Deus, ou Deus foi homem, Jesus foi ambos.”

Spinoza, apóstata judeu: “Jesus Cristo foi o Templo; nele Deus teve a mais plena revelação de si mesmo.”

  1. J. Rousseau, ateu imoral: “Se Sócrates viveu e morreu como sábio, Jesus viveu e morreu como Deus.”

James Martineau, famoso unitarista: “Jesus Cristo deve ser chamado de o regenerador da raça humana.”

(N.T.: unitarista: adepto do unitarismo, seita protestante do séc. XVI que negava o dogma da Trindade, reconhecendo em Deus uma só pessoa).

Robert Ingersoll, conferencista ateu: “Pelo homem Cristo… tenho a mais alta admiração e respeito. Tivesse eu vivido em seu tempo, teria sido seu amigo.”

Pecaut, outro célebre infiel francês: “O caráter moral de Cristo elevou-se incomparavelmente acima do de qualquer outro grande homem da antigüidade. Nenhum outro foi tão meigo, tão humilde e tão bondoso como Ele. Em Espírito Ele viveu na casa de seu Pai celestial. Sua vida moral está totalmente impregnada de Deus.”

É surpreendente como esses homens foram longe e apesar disso, não se renderam aos argumentos do Filho de Deus, pois a admiração não salva.

O Testemunho de Napoleão Bonaparte

Pouco se fala entre os historiadores modernos sobre a vida espiritual do suposto ditador da Europa, após seu exílio em Elba.

Conta-se que, para aliviar as horas passadas na prisão (quase vinte anos, com exceção de uma tentativa abortada de reconquistar seu império), ele fez um estudo profundo da vida e pessoa de Jesus Cristo. Sua conclusão interessa a você.

Do começo ao fim Jesus é o mesmo; majestoso e simples, infinitamente severo e infinitamente meigo. Durante toda sua vida pública, Ele nunca foi apanhado em falta. A sua conduta desperta nossa admiração por unir força e suavidade.

Quer na palavra ou na ação, Ele é sábio,  firme e calmo. A sublimidade é considerada um atributo da divindade: que nome, pois, darei a Ele, em cujo caráter estava presente cada elemento do sublime?

Conheço os homens, e digo a você que Jesus não é um simples homem. Tudo nele me impressiona. Seu espírito ultrapassa o meu e sua vontade me confunde. A comparação entre Ele e qualquer outra pessoa é impossível.

Ele é verdadeiramente um ser por si mesmo. Suas idéias e sentimentos; a verdade que anuncia; sua maneira de convencer; todos estes atributos estão além da humanidade e da ordem natural das coisas.

Seu nascimento e a história de sua vida; a profundidade de sua doutrina, que tudo soluciona e que elimina todas as dificuldades; seu evangelho; a singularidade de seu ser misterioso; sua aparência; seu império; seu progresso através dos séculos e dos reinos; tudo isto é para mim um prodígio, um mistério insondável

Nada vejo aqui de um simples homem. Por mais que possa aproximar-me, por mais profundamente que o examine, tudo permanece acima de minha compreensão—com uma grandeza que me esmaga. É em vão que reflito — tudo permanece inexplicável! Desafio você a citar outra vida como a de Cristo.

A Evidência da Blasfêmia

Na introdução deste livro contei a história de um aluno do curso secundário que nunca tinha ouvido o nome de Jesus Cristo usado em qualquer coisa que não fosse profanação. Ele não está sozinho; existem muitos como ele, graças ao vazio dos ensinos sobre o Jesus histórico na educação pública e pela aceitação do uso de seu nome em termos desrespeitosos.

Infelizmente, esta prática não está limitada aos jovens; ela está presente na mídia e no comércio de diversões. O uso do nome de Jesus em blasfêmias é um costume tão arraigado que as pessoas parecem não se dar conta disso ao usá-lo.

Tome a TV como exemplo. Parece-me que, enquanto o pessoal da mídia fica constrangido toda vez que o nome de Jesus é usado respeitosamente, essa mesma mídia raramente parece notar quando ele é usado de maneira profana.

Tenho observado que os entrevistadores esportivos ficam confusos quando ao conversar com o herói de um determinado evento este espontaneamente atribui “todo o crédito ao Senhor e Salvador Jesus Cristo”, como vários atletas de fama têm feito.

Os anunciadores rapidamente mudam de assunto, como se tivessem receio de que sua rede ou emissora possa ser usada para sugerir que Jesus é alguém especial, alguém que deve ser adorado e cultuado. Esses mesmos indivíduos, porém, parecem não se preocupar quando o nome de Jesus é usado para blasfemar.

Mas, por que precisamente o nome dele? Se, como alguns céticos admitem, Jesus é meramente um “mestre religioso” ou um “filósofo” ou uma “grande pessoa da história” por que então os nomes de outros mestres famosos ou filósofos ou grandes heróis da história não são usados do mesmo modo? Você já ouviu alguém esmagar o dedo com um martelo e amaldiçoar sua sorte em nome de Buda, Sócrates ou Maomé? Provavelmente não.

Por que sempre o nome de Jesus é o escolhido? A única exceção é quando é usado o nome do próprio Deus. Por que estes dois nomes são usados em blasfêmias e outros não? É muito simples.

A razão é que não há nomes maiores que esses para serem usados quando uma pessoa “amaldiçoa” alguma coisa ou condena verbalmente alguém ao inferno.

Desatentas à advertência dos Dez Mandamentos no sentido de que “o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20.7), as pessoas continuam a citar o nome de Jesus como se fosse nada mais do que uma forma original de dizer “Oh!” Por ironia do destino, o cético ou ateu que usa o nome de Jesus profanamente não está somente invocando a ira do Deus todo-poderoso sobre si, mas está na realidade reconhecendo a supremacia do Pai e do Filho acima de todos os seres humanos.

A Opinião dos Crentes

É fácil encontrar testemunhos daqueles que crêem na divindade de Jesus, pois seu número é grande. Nos capítulos a seguir vamos considerar o testemunho daqueles que foram testemunhas oculares da vida de Jesus. Iremos reproduzir alguns testemunhos dados por crentes da era pós-bíblica que confessaram Jesus como Senhor.

Observe que a crença na divindade de Jesus não surgiu com o passar dos séculos, como ocorre no caso das tradições populares. Os crentes reconheceram a divindade de Cristo já a partir do primeiro século. Veja os seguintes testemunhos:

Policarpo (69-155 d.C): Bispo de Esmirna, foi discípulo do apóstolo João. Policarpo escreveu: “Possa agora o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e o próprio Sumo Sacerdote, o [Filho de] Deus, Jesus Cristo, edificar-vos na fé…”.

Justino Mártir (110-166 d.C): Um apologista que defendeu a fé de maneira bastante erudita, Justino Mártir reconheceu: “nosso Cristo conversou com Moisés sob a aparência de fogo da sarça.” Não foi o Pai do universo quem assim falou a Moisés, mas “Jesus, o Cristo”, “o Anjo e Apóstolo”, “que é também Deus”, sim “o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”, “o EU SOU o que SOU”.

O testemunho da fé na divindade de Cristo é abundante, iniciando com a primeira declaração feita por Pedro, atribuída pelo Senhor atribuiu à revelação divina: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo.” (Mateus 16.16)

O Credo Apostólico, cuja data é incerta mas cujos dogmas podem ser encontrados em fórmulas teológicas correntes por volta de 100 d.C, afirma: “Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, nosso Senhor.”

O Credo Niceno (325 d.C), formulado para corrigir alguns erros que tinham surgido na Igreja, é até mais explícito: “Creio… no Senhor Jesus Cristo, o primogênito Filho de Deus… sendo um com o Pai.”

Outros credos e confissões são igualmente inequívocos quanto à divindade de Jesus de Nazaré. Um deles contém a sabedoria refinada de todos os credos anteriores.

A Confissão de Westminster, escrita há mais de três séculos, afirma: “o Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a Ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana…”

Outros Testemunhos

Além dos credos, muitos escritores famosos, pensadores e líderes da história testemunharam sua crença na divindade de Jesus. Vejamos os seguintes:

Shakespeare: “Jesus Cristo, meu Salvador.”

Milton: “Filho unigênito, semelhança divina.”

Daniel Webster: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.”

Thomas B. Macaulay: “Divindade incorporada em forma humana.”

  1. E. Gladstone: “A razão para o meu viver é baseada na divindade de Cristo.”
  2. J. Balfour: “Cristo é um judeu raro, mas os homens não conhecem seu valor… Nenhuma mente pode captar plenamente sua glória.”

John Paul Richter: “O mais santo entre os poderosos e o mais poderoso entre os santos, levantou impérios arrasados com suas mãos traspassadas, desviou de seu leito a corrente da civilização e ainda governa as eras.”

Alexander Whyte (famoso clérigo britânico do século passado): “Quanto mais vivo mais firme é minha fé na divindade de meu Redentor. Ninguém menor que o Filho de Deus pode satisfazer minhas necessidades. Preciso de alguém que seja capaz de salvar-me plenamente”.

Os testemunhos de pessoas de diferentes épocas e posições na vida são incontáveis.

Como é evidente pelos testemunhos acima, a divindade de Cristo tem sido plenamente aceita e divulgada de forma imutável por aqueles que o conheceram e o serviram ao longo das épocas.

Ela também foi sustentada por vários dos mais conhecidos e amados líderes do Ocidente. Grandes homens e mulheres têm sido crentes humildes em Jesus, o Cristo, o Filho de Deus.

Um dos mais belos tributos prestados ao Nazareno permanece até hoje como uma das peças prediletas da literatura:

Uma Vida Solitária

Ele nasceu em uma aldeia obscura, filho de uma jovem camponesa. Cresceu em outra aldeia obscura, onde trabalhou em uma carpintaria até os trinta anos.

Então, por três anos, foi um pregador itinerante. Nunca teve uma família nem possuiu uma casa. Nunca pôs os pés em uma cidade grande. Nunca viajou mais de trezentos quilômetros do lugar onde nasceu. Nunca escreveu um livro ou exerceu um cargo. Ele não fez nenhuma das coisas que geralmente acompanham a fama.

Quando ainda era jovem, a opinião pública voltou-se contra Ele. Seus amigos o abandonaram. Foi acusado por seus inimigos e suportou a humilhação de um julgamento.

Foi pregado em uma cruz entre dois ladrões.Enquanto estava morrendo, seus executores disputavam em um jogo aposse da única peça de roupa que Ele tinha—uma túnica. Quando Ele morreu, foi descido da cruz e colocado em um túmulo emprestado.

Dezenove séculos se passaram e hoje Ele é afigura central para grande parte da raça humana. Todos os exércitos que já marcharam, e todos os navios que atravessaram os mares, e todos os parlamentos que já se reuniram, e todos os reis que já reinaram, colocados juntos, não afetaram tão poderosamente a vida dos homens como esta “Vida Solitária”.

(Anônimo)

Quem É Este Homem?

No tempo de Jesus, diferentemente do nosso, era comum as pessoas aceitarem a existência de Deus. Conseqüentemente, as alegações de Jesus sobre sua divindade foram ou recebidas ou rejeitadas. Como veremos, nem todos os que o ouviram falar, viram seus milagres e foram expostos à evidência que Ele demonstrou acreditaram nele.

Muitos dos judeus de sua época o rejeitaram porque Ele não correspondia à ideia que eles tinham de como deveria ser o Messias.

Atualmente alguns céticos, embora admitindo o incrível impacto da vida de Jesus sobre o mundo, insistem em afirmar que Ele nunca alegou ser Deus ou possuir os atributos divinos. Eles querem nos fazer crer que Jesus foi apenas um homem bom, mas não divino.

Podemos pensar se eles alguma vez leram os quatro evangelhos, pois, como veremos, neles são encontradas abundantes provas de sua natureza divina.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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