Estudos Bíblicos

Os Pilares do Avivamento

Os Pilares do Avivamento
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

Restauração familiar

Restaura a alegria e o prazer de viver.”… e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento”; (Lc 1:14)

A grande chave do avivamento e crescimento qualitativo da igreja reside na restauração familiar. Por isto João fez questão de reprovar publicamente o exemplo dado por Herodes e Herodias que tinha um desígnio maligno deste espírito de Jezabel de frontalmente desmoralizar e imoralizar a família.

João reintegrou as famílias. Milhares de filhos pródigos estavam voltando para seus pais. Milhares de pais pródigos estavam voltando para seus filhos. O altar da família e o sacerdócio estavam sendo restaurados. Por isto o crescimento da igreja em lares foi tão eficaz. Este foi o ponto de partida para uma igreja que alcançaria os confins da terra.

Quebrar o espírito de rebelião

 Rebelião tem a mesma raiz da feitiçaria no propósito declarado: “Eu vou fazer do meu jeito”; “Até Deus tem que ser do meu jeito”. Isto está na motivação das pessoas estabelecendo um estado perpétuo de injustiça.

O mais forte grilhão da rebelião e feitiçaria é o ocultismo. Atitudes crônicas de disfarçar motivações malignas, sonegar perdão, idolatrar feridas, ocultar e tolerar pecados e estratégias variadas de manipulação definem este ocultismo que é uma corda com a qual o espírito de Jezabel aperta seus laços.

Ou seja, esta entidade maligna se alimenta deste tipo de silêncio e ocultismo que agride qualquer possibilidade de transparência.

O mover público de confissões, quando as pessoas eram batizadas no Jordão estava afogando o espírito de rebelião.

Preparar ao Senhor um povo bem disposto

 Levantar uma igreja comprometida e voluntária. Esta é a redundância dos dois itens anteriores: converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos.

Pessoas que estão dispostas a negar a si mesmas e praticar atos de justiça, revertendo situações aparentemente irreversíveis, mudando quadros de miséria e dor a tanto tempo inalteráveis, fortalecendo a esperança e trazendo a paz. Esta é a verdadeira igreja.

 Não tolera o espírito de religiosidade

Religiosidade e avivamento são realidades antagônicas. O profeta confronta a religiosidade que nega o poder e a intimidade com Deus. A permissividade moral, o zelo sem entendimento, o padrão cerimonial de santidade, o orgulho religioso, a concupiscência de status, a tradição como base para a salvação (temos por pai a Abraão) eram elementos inadmissíveis.

O profeta se levanta contra toda religiosidade que tolera Jezabel. Esta foi a posição tomada pelo próprio Jesus em relação à igreja de Tiatira: “Mas tenho contra ti que toleras Jezabel.” [Ap 2:20)

A principal estratégia do espírito de Jezabel é manter-se oculta. Para isto ela usa a autoridade alheia e a religiosidade. Este espírito tem a sagacidade de cometer coisas hediondas e se esquivar, manter-se impune. Injustiças são produzidas de uma maneira, onde a pessoa manipulada por este espírito de Jezabel sabe como ficar por trás como mentora do jogo.

Isto proporciona acobertamento para uma infiltração acumulativa. A principal causa de tanta impunidade no Brasil se fundamenta na “Mariolatria”, que nada mais é que uma artimanha de Jezabel.

No caso da vinha de Nabote em I Re 21, quando Jezabel ordena sua morte para se apossar da sua herança, ela escreve cartas em nome de Acabe, sela estas cartas com o selo real de Acabe.

Estas cartas são dirigidas aos anciãos e nobres da cidade onde Nabote morava, que deveriam levantar uma falsa acusação contra ele, usando um pretexto religioso de proclamar um jejum e ao mesmo tempo subornando falsas testemunhas, filhos de Belial, afirmando que Nabote havia blasfemado contra Deus e contra o rei.

Assim Nabote morreu apedrejado, no requinte da lei, em nome de Deus, com todo respaldo dos religiosos, e sua herança foi tomada. Onde apareceu Jezabel em tudo isto? Sendo responsável por tudo, ela não aparece em nada. Este é o seu jogo.

O grande trunfo de Jezabel reside na sutileza da sua ação, na feitiçaria de provocar ações hediondas e ainda assim manter-se oculta. O maior desafio em combater este espírito é remover o seu manto de invisibilidade. Por isto, o confronto que Jesus faz à igreja de Tiatira é este:”… toleras Jezabel”.

Este, talvez, é o ponto mais importante da batalha. Vem do conflito: Ou você tolera Jezabel ou você a expõe e confronta. A posição de João Batista foi expor publicamente não só Herodes, mas Herodias.

Quantos casos de imoralidade e injustiça existem dentro da igreja e estão em oculto, envolvendo pessoas que ocupam cargos importantes, posições elevadas e ministérios expressivos? Estamos tolerando Jezabel temendo pela nossa cabeça, ou realmente estamos prontos a vencer toda intimidação e expô-la apresentando os fatos e as testemunhas verdadeiras? Muitas vezes o significado prático de expor Jezabel está no nosso próprio arrependimento público, onde nos divorciamos de tudo que nos compromete com esta entidade.

A religião como estratégia política de manipulação e controle é uma das principais amarras do espírito de Jezabel e precisa ser combatida profeticamente. Esta foi exatamente a posição ofensiva tomada por João diante da multidão que se encontrava sob as amarras da religiosidade:

“Dizia, pois João à multidão que saia para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo”. (Lc 3:7-9)

 Restaura o conceito de amor e justiça

Esta é a mensagem com a qual João golpeou o espírito de religiosidade. Estes são os verdadeiros frutos de uma pessoa arrependida e que está em comunhão com Deus.

Devido ao perfil profético de João, a maioria das pessoas tem uma impressão de que sua mensagem era muito dura e por isso parecia não expressar muito o amor de Deus. Mas aqui, temos em mãos, uma das mensagens mais amorosas e providas de compaixão prática de toda a Bíblia.

Para a multidão arrependida ele disse: “Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos faça da mesma maneira” (Lc 3:11). Para os publicanos arrependidos ele disse: “Não peçais mais do que vos está ordenado” (Lc 3:13).

Para os soldados arrependidos ele disse: “A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo”. (Lc 3:14). A mensagem causou tanto impacto que ele chegou a ser confundido com o messias (Lc 3:15).

 Glorifica a Cristo

“Ora, estando o povo em expectativa e arrazoando todos em seus corações a respeito de João, se porventura seria ele o Cristo, respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo”. (Lc 3:15,16)

O profeta trás o espírito da glória de Deus. Ele aponta para o Messias, aquele que é a plenitude da expressão visível do Deus invisível. Experimenta intensamente a misericórdia de Deus no seu poder ilimitado de redimir. João Batista apresentou o Cordeiro de Deus à sua geração.

João também revela sua motivação íntima em relação à Jesus: Importa que ele cresça e eu diminua. Tão poucos líderes entendem ou assimilam isto de maneira prática. Queremos crescer, aparecer, despontar com proeminência, demonstrar grandes resultados.

Parece que João estava caminhando numa direção oposta. Mas isto fez dele o maior dentre os homens nascidos de mulher. Só um adorador pode discernir estas coisas.

Um adorador não depende de maquiar sua identidade através de posições, títulos, poder de influência, e até mesmo “grandes” resultados. Ele está totalmente debaixo da consciência que a autoridade legítima procede do alto: “Homem algum pode receber coisa alguma que não lhe seja dada do alto”. (Jo 3:27)

João não apresentou um Jesus qualquer, mas aquele que batiza com o Espírito Santo e fogo. O profeta não prega um evangelho qualquer, que glorifica o homem e idolatra suas necessidades, mas o genuíno Evangelho que glorifica a Deus e é respaldado pelo seu poder.

  Se levanta contra pecados nacionais

“… o tetrarca Herodes, sendo repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que havia feito…” (Lc 3:19)

O profeta clama contra a imoralidade e idolatria descaradas da nação e dos governantes. Ele abala as estruturas demoníacas. Ele denuncia os sofismas mais fortes que estão pervertendo os valores do reino de Deus e condicionando toda uma sociedade a este modelo de pensamento e decadência ética.

O profeta expõe o pecado. Ele o apresenta sem cobertura, sem glacê, de maneira nua e crua. O profeta expõe as pessoas que são o pivô de pecados que estão afetando e controlando o raciocínio e o comportamento moral das pessoas.

Ele procura fazer o pecado ser visto com os olhos de Deus. Ele remove todo embelezamento do lixo. Enquanto o diabo pega o lixo do pecado, e o maquia, perfuma, embeleza, o profeta se levanta e diz que o lixo não passa de lixo! Pecado é pecado! Ele declara isto para a nação agindo de acordo com a lei.

Quando João Batista confrontou o rei Herodes e sua amasiada Herodias, ele estava obedecendo uma lei nacional em Israel que diz: “Não adulterarás”.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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