Estudos Bíblicos

O Sangue das Alianças

O Sangue das Alianças
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

“Então tomou Moisés aquele sangue e o asper-giu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez conosco a respeito de todas estas palavras.” Êxodo 24:8

“Este cálice é a nova aliança do meu sangue.”-I Cor. 11:25

 Sangue é o centro das duas alianças, e espe­cialmente da nova. A diferença entre ambas é a mesma que existe entre o sangue de animais e o do Cordeiro de Deus.

Do sangue da nova aliança depende a sua paz com Deus, o poder sobre o pecado e a sua libertação do mundo. É necessário, portanto, compreender o valor e o poder do sangue da aliança.

A vida da Está no Sangue

A primeira aliança foi garantida pelo sangue.

“Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer ex-piação pelas vossas almas, porquanto é o san­gue que fará expiação em virtude da vida.” Lev. 17:11

 Não podia haver qualquer contato entre o Deus puro e o homem pecador, sem o sacrifício. Sacrifício implica derramamento de sangue.

No início Deus matou um animal para com sua pele cobrir a nudez de Adão e Eva que haviam perdido a glória da primeira criação e estavam nus.

Este princípio continuou quando Deus aceitou o sacrifício de Abel e recusou as ofertas de Caim. Abel agradou a Deus porque fez sacrifício de aninais, no qual havia o derramamento de sangue. Deus estabeleceu com Abraão este conceito quando ordenou que éle matasse a seu filho Isaque.

Lembramo-nos que, no momento crítico, Deus proveu um substituto (a figura de Cristo) e o sacrifício foi feito através de um cordeiro.

No tabernáculo do Velho Testamento o móvel central era o altar onde os sacrifícios eram ofere­cidos fora do santuário, e o sangue depois levado para dentro e aspergido no santo dos santos.

Deus declarou que aceitaria o sangue sobre o altar por expiação dos pecados, profetizando o sa­crifício melhor que viria após. Paulo declarou em Hebreus 9:12 que aquele sangue cobria apenas os pecados porém os não obliterava, dizendo, “Por que é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados.”

Eis então o problema: o sangue de animais foi insuficiente para purificar o pecador. A lei es­tabelecia, porém, que sem sangue, não podia haver perdão. Restava, duas soluções: ou cada pecador teria que morrer para pagar o preço do seu próprio pecado, ou teria que haver um substituto para todos.

A Salvação pela Velha Aliança

“Muito mais o sangue de Cristo, que pelo Es­pírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo! Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.” Hebreus 9:14,15

 Deus proveu um substituto: Jesus. Ele morreu em nosso lugar e derramou Seu sangue para nos purificar. Na cruz, Ele nos redimiu dos nossos pecados pelo poder desse sangue. Mas, antes disto, o sangue de Cristo já havia salvo a todos os que aceitaram a primeira aliança e morreram com fé nas suas promessas.

Paulo declara em Hebreus 9 que a morte de Jesus redimiu das transgressões a todos quantos foram chamados sob a primeira aliança. Quando o corpo de Jesus estava no túmulo, Ele desceu para anunciar as boas novas de libertação a esse grupo.

“Pois também Cristo morreu, uma única vez… no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão.” I Pedro 3:18,19

 É importante saber que as promessas de Deus são eternas. Quando Ele falou ao povo de Israel e prometeu-lhe a vida eterna, esse povo teve de aceitar essa mensagem pela fé e morrer sem ver a concretização da promessa. Como descobrimos no capítulo anterior, um testamento entra em vigor somente pela morte do testador.

Todas as promessas da primeira aliança dependiam do sacrifício de Jesus Cristo e do derramamento do Seu sangue. O sangue de animais prefigurava apenas o sacrifício do Cordeiro de Deus e profetizava aquilo que viria. Finalmente, a morte ocorreu; o sangue foi derramado e Cristo desceu à prisão e ali anunciou liberdade aos cativos.

Ele anunciou a Adão, a Abraão, a Moisés, a Davi e a todos os que morreram na fé, que o sacrifício estava consumado; que o poder da morte fora destruído; que o poder do pecado quebrado de uma vez por todas. Eles então receberam a promessa da eterna herança.

Comprados Pelo Sangue

Todos os crentes sabem que pertencem a Deus, mas nem todos sabem que isto aconteceu por meio de uma transação legal. O sangue de Jesus Cristo foi o preço que Êle pagou para nos comprar, e hoje somos propriedade exclusiva de Deus, conforme a promessa da aliança eterna.

“Sabendo que não foi mediante cousas cor­ruptíveis, como prata ou ouro, que fôstes res­gatados do vosso futuro  procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” I Pedro 1:18

 As palavras “resgatados” e “redimidos” significam “comprados de volta”. Se você tem uma joia empenhada na Caixa Econômica e depois de arranjar o dinheiro lá comparece com a cautela, você não compra sua joia, você a resgata, ou seja, adquire-a de volta.

Em qualquer contrato a transferência de propriedade é completa e final após ato de pagamento.

Somos resgatados pelo sangue de Jesus Cristo. Pertencíamos ao diabo porque a êle servíamos em pecado. A Bíblia diz que pertencemos a quem ser­vimos. Sendo então filhos da ira, escravos do pe­cado e cidadãos do império das trevas, uma tran­sação legal deveria mudar o nosso estado.

Essa transação legal foi a morte de Jesus Cristo e o derramamento do Seu sangue. Nessa hora abriu-se a fonte de redenção: nessa hora a possibilidade de salvação do pecador tornou-se realidade; nessa hora todas as promessas da vida eterna da velha aliança cumpriram-se. Agora so­mos livres do pecado.

“Aquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados.” Apocalipse 1:5

 Somos libertos dos nossos pecados, assim como são “resgatados” todos os que morreram na fé durante a velha aliança. Somos livres também da lei e da escravidão das ordenanças do Velho Testamento. Cristo, por Seu sangue, nos libertou e vivemos na época da graça de Deus.

O Sangue nos Garante a Vida

 “Se, porém, andarmos na luz, como éle está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” I João 1:7

 Já descobrimos que o sangue de Cristo muda a nossa situação legal. Pertencemos a Deus pela fé no sacrifício de Jesus e no Seu sangue. Há porém outros benefícios que nos advêm por causa deste sangue, e entre eles a purificação constante dos nossos pecados.

Esta, como todas as demais promessas, é condicional. Deus pede que nós andemos com Jesus, que andemos na luz. Então duas coisas nos acontecem: temos o grande privilégio de comunhão com outros membros da família de Deus, e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.

Nem todos sabem que garantia de vida é o sangue de Jesus. Àquelas pessoas que dependem da sua reputação de espiritualidade ou do serviço que prestam a Deus, ou da sua fidelidade aos cultos, não compreendem o valor ou o poder do sangue da aliança.

A nossa parte, o nosso dever é andar com Jesus Cristo na luz do Evangelho e se fizermos isto, temos a garantia de que o sangue de Jesus nos purifica de todos os pecados.

Será que depois da nossa conversão e arrepen­dimento, jamais precisaremos desta purificação? A evidência, tanto da Bíblia como da prática, é que necessitamos sempre deste milagre: o perdão pelo sangue. E a promessa da aliança é que este sangue tem sido aplicado interiormente em nosso coração renovado.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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