Ilustrações

O Pastor Pau Seco

O Pastor Pau Seco
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

A história do Pastor Pau Seco não é nova. Já a ouvi contada por mais de um evangelista, por isso deve ser verdadeira, e serve para ilustrar qualquer espécie de tema em momento de apertura oratória.

O verdadeiro nome do jovem que veio a ser conhecido pelo apelido de Pastor Pau Seco era Moody. De linhas rígidas, alto, magro, nariz adunco, o Moody, desde os dias escolares, fez-se famoso por sua rispidez e sua exagerada severidade. Não gostava de brincadeiras.

Aos domingos ia à igreja, assistia religiosamente ao serviço divino; terminado o culto, tomava seu chapéu e seu grande guarda-chuva, cumprimentava rapidamente três ou quatro pessoas e saía porta a fora, ereto e firme como um mastro. Não obstante, no seminário todos diziam que, no íntimo, ele era sensível e humilde.

Exemplar, inteligente e estudioso, ganhou foros de erudito. Com tal apresentação, as portas da sua Conferência Anual se lhe abriram facilmente. Afirmava-se mesmo que, apesar de um tanto esquisito, ele era uma das melhores esperanças da igreja.

Mas não foi assim. O pastor começou a sofrer insucessos. Não sabia ser afável com as crianças nem ter paciência com os fracos. As contrariedades, em vez de concorrerem para corrigir seus defeitos, aumentaram as suas esquisitices.

Seus sermões revelavam cultura, mas demasiadamente frios, não atingiam as almas. Os constantes contratempos tornaram-no pessimista. Seus colegas costumavam dizer que o Pr. Moody era, todo ele, como uma terra fértil que, por falta de chuvas, tornara-se estéril.

O bispo mandara-o para diversas igrejas sempre na esperança de um melhor resultado. Mas em toda parte fracassou. Era um peso morto. Nenhuma igreja o queria.

Certa vez um gaiato, ao sair da igreja, disse: “Qual terra estéril, qual nada! – Um pau seco é que ele é! O gracejo pegou: o Pr. Moody passou a ser chamado o Pastor Pau Seco.

Finalmente, um dia, seu bispo fê-lo sentir que não poderia permanecer no ministério. Muito a contragosto ia oferecer-lhe uma localização “honrosa”. Foi um golpe terrível para o pastor. Aquela palavra – “honrosa” pronunciada pelo bispo fora como uma punhalada em seu coração. E o Pastor Pau Seco chorou.

À noite não dormiu. Sua esposa foi diversas vezes ao escritório procurá-lo e o encontrou de joelhos. Escutou e ouviu que ele chorava. A última vez que escutou, já madrugada, notou que seu pranto não revelava dor, mas alegria. Era como o debulho da última nuvem de uma tempestade que passara.

Quando amanheceu, o pastor estava pálido, mas alegre como nunca. Todos notaram que havia alguma coisa de extraordinário em seu semblante. Aquelas linhas rígidas que tornavam esquisito o seu aspecto pareciam quebradas.

Era domingo e ele foi pregar. A congregação notou que o pastor estava diferente. Os rostos se desnublaram. Pelo recinto espalhou-se um ambiente de alegria. O sermão foi esplêndido. Viram-se olhos cheios de lágrimas. Ao sair da igreja disseram: – “O Pau Seco pegou fogo!” O fogo da sarça do Sinai, que ardia e não consumia, jamais se apagou.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

Deixe um comentário