Estudos Bíblicos

O Espírito da Aliança

O Espírito da Aliança
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

“Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de carne, isto é, nos corações. O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não  será de maior glória o ministério do Espírito? Porque se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o minis­tério da justiça.

Porquanto, na verdade, o que outrora foi glorificado, neste respeito já não resplandece,  diante da  atual sobre excelente glória.” II Cor. 3:3, 6-10

 Com esta mensagem deixamos as profecias do Velho Testamento a respeito da Nova Aliança registradas pelos profetas Moisés, Ezequiel e Jeremias. Eles falaram da promessa do novo coração, do novo espírito, do perdão perfeito e do esquecer Deus os nossos delitos: tudo isso na condição de obediência.

Vejamos agora na palavra do apóstolo Paulo, o grande contraste entre estas duas alianças. Como “ministro de uma nova aliança”, Ele descreve nesses versículos a superioridade em todos os aspectos dessa nova aliança, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo.

Um dos pontos fracos da velha aliança era que foi escrita nas tábuas da lei. Paulo afirma que “a letra mata”, e à primeira aliança chama “o ministério da morte”, porque jamais salvou ninguém. Ele continua neste mesmo sentido dizendo que a lei era “um ministério da condenação”. E tinha toda razão; foi uma descrição precisa.

A primeira aliança condenou o povo de Israel pois provou, em todos os pontos, sua fraqueza e infidelidade.

O grande problema era que a primeira aliança tentou resolver um problema por dentro, com recursos de fora, enquanto a glória da segunda aliança é que ela começa de dentro e produz fruto na vida exterior.

A Gloria da Primeira

Não devemos esquecer, entretanto, que a glória de Deus resplandeceu na primeira aliança. Seria errado atacar essas primeiras promessas feitas por Deus, insinuando serem elas meramente palavras vazias. Não. Deus foi sincero quando prometeu ser o Deus de Israel. E se Israel tivesse guardado aos Seus mandamentos, não teria havido necessidade da segunda aliança.

Quando Moisés deixou a presença de Deus no monte Sinai, e desceu com as tábuas da lei, ele teve de cobrir c rosto porque este resplandecia com a glória de Deus. Esta foi a marca do seu encontro com o Onipotente e a prova de que Deus na verdade tinha entrado em contato com o homem.

Sem dúvida nenhuma esta primeira aliança estava revestida da glória de Deus. O Apóstolo, porém, explica que se a glória da primeira foi grande, sendo ela apenas um ministério da condenação, tanto maior será a glória da segunda que é o ministério do Espírito!

O Objetivo da Salvação

Neste texto, o Apóstolo se vale do mesmo símbolo empregado pelo profeta Ezequiel para descrever o funcionamento da segunda aliança. Ele diz que Deus usa o coração renovado do homem no qual inscreve a nova aliança.

Nós, evangélicos, usamos linguagem que, às vezes, parece um código secreto aos estranhos. Somos culpados de falar em frases bem conhecidas nossas e, por isso, presumimos que todo o mundo deve, automaticamente entender o que estamos dizendo. Por exemplo, na hora do apelo, diz o pregador: “meu amigo, dê a Deus o seu coração.”

Ao ouvir que deve dar o coração a Deus, o ouvinte não afeito à expressão fica sem saber o que deva fazer, pois o coração não é objeto que se possa entregar na mão de outrem.

Atrás deste apelo, tão comum para nós, e tão estranho para outros, há uma das grandes verdades do Evangelho. O objetivo da salvação é o coração humano. Deus quer o seu coração, pois se Ele o tem, então Ele tem tudo.

O coração do homem é a vida real. Com o coração ele ama. Com o coração ele toma decisões. Parece estranho, mas a Bíblia diz que o homem crê com o coração e não com a mente. Nós agimos conforme os desejos do nosso coração. Somos pessoas controladas e guiadas pelos sentimentos do coração e não pelas conclusões da lógica.

Esta a razão do apelo do pregador: “meu amigo, Deus quer o seu coração.” Na tábuas da carne Ele quer escrever as Suas leis e os Seus mandamentos. No seu coração Ele quer imprimir a Sua vontade para que você possa obedecê-lo. Se Deus receber o seu coração, amigo leitor, você O obedecerá, não por obrigação mas por amor.

O Espirito

Encontramos, no início, nova frase que não descobrimos nas profecias do Velho Testamento. Paulo diz que a nova aliança está sendo escrita pelo Espírito do Deus vivente. Depois ele diz que o Evangelho é um ministério do Espírito”. O agente da segunda Aliança é o Espírito de Deus.

O grande dom da aliança é o Espírito do Senhor. Sua presença no ato transformador da salvação é prova de que Jesus, o mediador da aliança, está no trono no céu. Jesus disse que quando chegasse à destra de Deus enviaria o Espírito. A glória da primeira aliança era exterior; resplandeceu no rosto de Moisés.

A glória da segunda aliança é a presença permanente do Espírito do Senhor, que toma sua residência no coração humano, fazendo do nosso corpo o templo de Deus. É Ele que nos guia em toda a verdade, revelando nos as profundidades e os matizes da nova vida em Jesus Cristo.

Ao ler a palavra de Deus com o novo coração e com o Espírito do Senhor, conhecemos o que Deus nos deu, e o que Ele nos dá para nossa abundância

O Espírito Santo, o dom da segunda aliança, é o espírito da fé. Traz-nos arrependimento. Convence-nos do pecado e da justiça. Leva-nos a crer em Jesus Cristo como nosso único Salvador.

O Espírito do Senhor é o comunicador da aliança. Conhecemos a Deus por Seu intermédio. Ele traz a presença de Deus para dentro do nosso coração novo.

A igreja de Jesus Cristo no dia de hoje não dá ao Espírito Santo o seu devido lugar. Despreza os Seus dons e limita a Sua liberdade. Em muitas igrejas a letra é m,ais importante do que o espírito. Mas Paulo nos adverte, e há o exemplo de quatro mil anos para comprovar esta verdade, que a letra mata e só o espírito dá vida.

Se convidamos o Espírito Santo de Deus a entrar em nossas igrejas e em nossas vidas; se o deixarmos em liberdade para Se manifestar como quer; se buscarmos a Sua plenitude de dons e frutos, somente então veremos e experimentaremos a sobre excelente glória da nova aliança

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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