Estudos Bíblicos

Mensageiro, Mediador e Fiador

Mensageiro, Mediador e Fiador
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

“Eis que eu envio o meu mensageiro quis preparará o caminho diante de mim; de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós bus-cais, o Anjo da aliança a quem vós desejais; eis que éle vem, diz o Senhor dos Exércitos.” Malaquias 3:1

“Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é éle também mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.” Hebreus 8:6 “Por isso mesmo Jesus se tem tornado fiador de superior aliança.” Hebreus 7:22

 O centro da nova aliança é o Senhor Jesus Cristo. Como mensageiro da aliança, Jesus anunciou as boas novas do Evangelho. Como mediador da nova aliança realizou a reconciliação entre Deus e o homem. Como fiador da nova aliança, garante tanto as promessas de Deus como também a fidelidade do crente. Jesus Cristo anunciou, trouxe e garante as promessas divinas da aliança.

Seria impossível enumerar todos os benefícios da graça de Deus que Jesus nos traz através da Sua vida, morte e ressurreição. Podemos, entretanto, salientar a promessa principal da nova aliança: o coração enganador do pecador será renovado e desta maneira o homem poderá viver em paz com Deus.

Pe­cado

Vejamos os quatro aspectos deste “transplante de coração” que estabelece a diferença entre a lei e a graça; entre a velha e a nova aliança; entre a morte e a vida. Primeiro, através do Evangelho de Cristo nós compreendemos o que é básico para se receber a nova vida de Cristo, isto é, o conhecimento do pecado.

Tal compreensão é o que falta na vida de todo o mundo e essa lacuna impossibilita o impulso que leva o pecador a procurar a salvação. Deus não tem que obrigar o homem a ser pecador para que o possa depois salvar. O que é necessário é sentir éle a convicção de que é pecador e sem este senso da sua condição perdida, jamais vai querer ser salvo.

Era justamente isto o que faltava nos tempos antigos quando o povo tentava obedecer a Deus por obrigação e não por causa de sentir sua necessidade espiritual.

Quando Jesus veio como o mensageiro da nova aliança, nos trouxe a Sua definição do pecado. Dela os religiosos não gostaram. Não sabiam eles que sua hipocrisia era pior do que o adultério cometido pela pobre mulher que estava sendo julgada.

Antes de querer alguém salvar-se é necessário perceber primeiro a sua necessidade, e isto é justamente o que falta. Paulo descreve o problema da seguinte maneira:

 “Nos quais o deus deste século cegou os enten­dimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” II Cor. 4:4

Desejo

Além de nos fazer compreender a nossa necessidade de perdão, Jesus infunde-nos um grande desejo de viver para Deus. É este um dos benefícios da nova vida de Cristo. O coração natural do homem sente é desejo de se satisfazer; desejo de obedecer a todos os impulsos carnais e sensuais do corpo; desejo de manter o controle do seu próprio destino sem a intervenção de quem quer que seja.

A Bíblia diz que o coração do homem natural é insensato, obscurecido e enganador. Ele não obedece a Deus porque não quer. Não disciplina os seus apetites porque não quer. Não agrada a Deus porque não acha necessário fazê-lo.

O filho da nova aliança é diferente, e por isso, não é compreendido por seu amigo não crente. O salvo quer agradar a Deus. Quer disciplinar o seu corpo. Quer obedecer a Deus. E o que é incompreensível ao descrente é o fato de que o filho de Deus não faz isso por obrigação nem por senso de fanatismo religioso.

O crente obedece a Deus porque quer. O próprio coração renovado deste filho da nova aliança bate em ritmo com o coração de Deus e afastar-se dos pecados não lhe é duro nem grande sacrifício.

Vícios

Outro aspecto dos benefícios dum coração novo é que o crente fica apto a deixar os hábitos maus, os vícios pecaminosos e os alvos egoístas que outrora dominaram os seus pensamentos e suas atividades. A transformação dessa personalidade é algo inexplicável ao psiquiatra.

Depois de se arraigarem os hábitos, dificilmente o homem muda. Assimilado um vício é muito rara a pessoa que tenha força de vontade suficiente para eliminá-lo da sua vida. Mas nisto também vemos a grandeza do milagre da salvação.

O homem faz, por prazer, aquilo que não queria, nem podia fazer antes da sua salvação. O bêbado torna-se pessoa sóbria. O mentiroso deixa de mentir. O infiel volta a viver honestamente. Pensa-se que isto requer muita força de vontade, mas na realidade o que exige é a decisão de aceitar o pecador a Jesus Cristo como Salvador, e começar a obedecer os impulsos dum coração novo.

Poder

Disse o Apóstolo Paulo: “pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus…” (Romanos 1:16). Esse poder que se recebe no momento de  aceitar  a Jesus,  o mediador  da nova aliança, é o poder moral necessário para fazer o homem a vontade de Deus na vida cotidiana.

Esse poder é poder moral para viver éle satisfeito sem os prazeres carnais que a Bíblia condena e que destroem o corpo, alma e espírito do pecador. Esse poder do evangelho é poder moral para que busquemos, em primeiro lugar, o reino de Deus e deixemos que Deus tome conta das nossas necessidades.

Temos certeza de que para o leitor que ainda não recebeu esse novo coração através da sua fé em Jesus Cristo, estas palavras parecem estranhas. Para o leitor crente, porém, elas descrevem perfeitamente o que já tem acontecido e despertam nele mais uma vez, uma exclamação de louvor pelo milagre da salvação.

Talvez o leitor nos pergunte: Como é que alcançamos tal vitória sobre os nossos pecados e vícios? Somente através de Jesus Cristo nosso Salvador, o mediador da nova aliança entre Deus e o homem.

O Fiador

Além de anunciar as promessas de Deus, como mensageiro da aliança, e depois de nos trazer os benefícios do coração novo, a Bíblia diz que Jesus é o fiador da aliança. Cremos que este é um dos aspectos mais belos do Evangelho. É Jesus quem garante a aliança; é o fiador do contrato.

Procuramos descobrir na Bíblia se Jesus é o NOSSO fiador, que garante a nossa fidelidade, ou se é o fiador de Deus para garantir as promessas.

Para nossa alegria, constatamos que Ele é tudo isso.

Diz a Bíblia que Jesus se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça e santificação e redenção. (I Cor. 1:30). Por outro lado, sendo o Filho Unigênito de Deus e a segunda pessoa da Trindade, Ele representa Deus. Jesus assinou o contrato da aliança com seu próprio sangue.

Ele representa o Pai e nos oferece perdão e paz eterna. Mas Jesus é o fiador nosso porque, depois de haver morrido, Ele entrou na presença de Deus e lhe ofereceu Seu sangue como preço da nossa redenção. Nessa ocasião Jesus representou-nos, e por causa dele podemos, entrar no santo dos santos e ter comunhão pessoal com Deus Pai.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

Deixe um comentário