Estudos Bíblicos

A Igreja Fingida

A Igreja Fingida
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

A IGREJA PRIMITIVA não tinha uma salvação melhor do que aquela que os crentes recebem hoje.O Batismo no Espírito Santo não era mais genuíno nos dias bíblicos do que aquele que é experimentado por dezenas de milhares de cristãos hoje.

A justiça deles não era mais pura do que a nossa hoje – pela graça de Cristo.A santificação não era mais purificadora então do que é hoje.Os Dons do Espírito não eram mais reais então do que hoje.Aqueles Cristãos Primitivos, no entanto, sabiam o que fazer com suas vidas cheias do Espírito, ao passo que a maioria dos cristãos hoje não fez aquela redescoberta.

Como conseqüência, a igreja hoje está acomodada confortavelmente dentro das paredes do seu santuário, fingindo que se importa com os pecadores, pois ora por eles e os convida para entrarem na igreja e recebem a salvação, mas, na realidade, a igreja fica fora de contato com os perdidos.

Ao passo que a Igreja Primitiva estava ocupada num ministério de Evangelismo, de casa em casa, de praça em praça, de pessoa para pessoa, sabendo onde estavam os pecadores, levando o evangelho a eles individualmente; a Igreja do século XX ainda está necessitando redescobrir e pôr em prática essa obra.

Ela precisa comprovar mediante as suas ações que ela se importa com os SEM-igreja – com aqueles que nunca entrarão no santuário para serem salvos.

‘À medida que a Igreja foi tateando seu caminho para fora da Era das Trevas, e redescobria as verdades básicas do Cristianismo Primitivo, parece que ela ficou tão embevecida nas bênçãos espirituais dessas revelações que deixou passar desapercebido a aspecto prático de uma vida cheia do Espírito.

Ao invés de aplicar o cristianismo à obra de alcançar “toda criatura,” ela simplesmente ficou habituada com suas bênçãos no santuário e continuou sua busca da “vida mais profunda” e de maiores dons espirituais, ao invés de sair à busca das almas perdidas – lá fora onde elas estão.

Isto me faz pensar nas nações que apostam corrida entre si para chegarem a outros planetas ao passo que milhões de pessoas aqui neste planeta não tem alimentos, roupas nem abrigos adequados.

A Igreja aposta corrida para penetrar nas glórias do espaço espiritual, ao passo que imediatamente do Lado De fora do Seu santuário há milhões de pessoas que nem sequer sabem como serem salvas.

Na corrida pela “espiritualidade” e da chamada “vida mais profunda,” milhares de cristãos se desviaram para o extremismo e o fanatismo espiritual, trazendo opróbrio e vergonha à Igreja. Fiquei sabendo de uma mulher que alega possuir o dom de expulsar demônios por meio de falar noutras línguas.

Sendo assim, quando ela está sentada na congregação, fica tomada por esse “poder” levanta-se e, num frenesi, “fala em línguas” para expulsar os demônios. Ela não sabe quem tem os demônios, mas sua barragem de “línguas” os expulsa – estejam onde estiverem.

A Igreja tem ficado tão embebida nas suas bênçãos espirituais que deixou de redescobrir seu verdadeiro ministério de ganhar os pecadores. Assim, sem ter o objetivo de testemunhar aos perdidos, fixou suas atenções em desenvolver sua própria “vida mais profunda” que o resultado tem sido o fanatismo e extremismo espirituais.

Hoje em dia, na busca de status espiritual, a chamada “glossolalia” carismática chegou a ser quase “coqueluche”.

Se eu tivesse recebido apenas o sinal de falar nou­tras línguas como prova que fui batizado no Espírito Santo, ficaria amargamente decepcionado, porque há um número grande demais de pessoas que supostamente falaram em “línguas” mas que obviamente nunca receberam aquilo que os Cristãos Primitivos receberam.

O que eu recebi foi PODER PARA TESTEMUNHAR – lá fora onde os pecadores estão. Atos 1.8 precisa ser reavaliado e estudado de novo hoje em dia.O que nos é necessário é falarmos menos em “trasnoutas” línguas e mais em nossa língua “conhecida” -mais testemunhar – mais conquista de almas.

Mas enquanto continuam esses concursos da vida mais profunda, com suas convenções para exibir o número cada vez maior de dons espirituais, está sendo feita uma redescoberta relevante do Evangelismo

Pessoal, que é a CHAVE do cristianismo neotestamentário. Os cristãos estão descobrindo que a totalidade do seu poder espiritual e dos seus dons tem pouco valor a não ser que empreguem esse poder e esses dons para testemunhar e para ganhar almas.

É para isto que é dado o Batismo no Espírito Santo: para capacitar os cristãos a TESTEMUNHAR – para colocá-los EM AÇÃO A FAVOR DAS ALMAS, FORA DO SANTUÁRIO.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

Deixe um comentário