Estudos Bíblicos

A Credibilidade das Narrativas do Evangelho

A Credibilidade das Narrativas do Evangelho
Wilson Lemos
Escrito por Wilson Lemos

Todos os fatos essenciais que conhecemos sobre Jesus vêm dos evangelhos; assim sendo, tudo o que há no cristianismo está baseado na credibilidade das narrativas destes quatro evangelhos.

É fácil, portanto, perceber por que os céticos modernos, que viveram pelo menos mil e setecentos anos depois de Cristo, insistem em afirmar que longos períodos de tempo transcorreram entre a vida de Jesus e o registro dos evangelhos.

Isto lhes permite alegar que os evangelhos foram escritos por homens que não tiveram informações de primeira mão sobre os acontecimentos ocorridos. Argumentam eles que os evangelhos dizem pouco sobre o “Jesus histórico” e muito sobre o que a igreja inventou muitas décadas depois de sua morte.

Em outras palavras, eles diminuem o valor dos evangelhos como narrativas confiáveis da vida de Jesus.

Embora admitam que os evangelhos oferece narrativas interessantes daquilo que a igreja primitiva ensinou sobre o Messias, não acreditam que o evangelho de João e os sinópticos contêm muitas (se algumas) informações precisas a respeito da vida e morte de Jesus, que viveu na Palestina do primeiro século.

Se esses críticos estão certos, então não podemos esperar conhecer muita coisa de valor sobre a vida de Jesus, e a fé cristã histórica irá se desintegrar e virar pó.

Por outro lado, se eles estão errados e podemos então com certeza confiar no registro preciso dos evangelhos sobre a vida de Jesus — algo que esperamos mostrar com clareza neste capítulo —, então dispomos de uma sólida base sobre a qual construir nossas esperanças, nossa fé e nossas próprias vidas.

A Importância dos Evangelhos

Os relatos da vida de Jesus contidos nos evangelhos são de extrema importância. Henry H. Halley fez o seguinte comentário:

Os quatro evangelhos são, em todos os aspectos, aparte mais importante da Bíblia: mais importante do que todo o restante da Bíblia junto. Mais importante do que todos os livros do mundo reunidos, porque podemos perfeitamente ficar sem o conhecimento de todas as outras coisas, mas não sem o conhecimento de Cristo.

Os livros da Bíblia que os precedem são antecipações e os que vêm a seguir são explanações sobre o herói dos quatro evangelhos.

É verdade que Josefo, Tácito e outros escritores contemporâneos se referem ao “Jesus da história”, mas não acrescentam quaisquer informações sobre Ele que já não estejam mencionadas nos evangelhos. Conseqüentemente, é de suprema importância que estabeleçamos a credibilidade dos evangelhos.

Vamos agora considerar a confiabilidade dos quatro evangelhos. Consideremos brevemente João, assim como os três evangelhos sinópticos — assim chamados porque, quando colocados lado a lado, demonstram um tratamento semelhante ou paralelo da vida e morte de Jesus de Nazaré.

O Evangelho de João

O evangelho de João é geralmente colocado à parte dos outros, porque ele não procurou escrever um relato cronológico da vida de Jesus. Ao escrever seu evangelho no final do primeiro século, João procurou apresentar o aspecto sobrenatural de Jesus, de modo que seus leitores fossem levados à fé.

Isto fica evidente no clássico comentário quase no final do livro: “Estes [sinais], porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.30).

Nenhum outro evangelho tem sido tão duramente atacado pelos céticos, agnósticos e descrentes do que o evangelho de João — não porque qualquer evidência do primeiro século questione sua autoridade, mas porque ele apresenta de maneira inequívoca a divindade de Jesus.

Tendo sobrevivido a todos os outros apóstolos, João pôde observar a tendência de muitas pessoas enxergarem a divindade de Jesus em termos semelhantes aos encontrados na mitologia grega (por exemplo, como deuses que tomavam a forma de homem ou de animais).

João pretendia deixar claro que Jesus tinha vindo em forma humana, que Ele era humano em todos os mínimos aspectos (porém sem pecado) £ era Deus também nos mínimos aspectos.

Eis a razão por que ele enfatizou os milagres de Jesus — para mostrar que, embora o Salvador fosse verdadeiramente homem, de modo que podia morrer pelos pecados da humanidade, Ele era também Deus e podia, portanto, realizar milagres como nenhum outro jamais realizara. João apresentou Jesus como o “Logos”, ou “Palavra”, significando que Ele era a expressão exata de Deus.

Se você quer realmente conhecer Deus e compreender como Ele reage em qualquer situação, estude a vida de Jesus, pois Ele revela o Pai.

Os leigos em geral consideram o evangelho de João de mais fácil compreensão do que os outros evangelhos. Ele foi escrito por um pastor já idoso (da igreja de Éfeso), companheiro íntimo de Pedro e de outros líderes da igreja. E, certamente, João foi testemunha ocular de todos os eventos que mencionou.

E interessante observar que vários dos lugares específicos mencionados por João — tais como, o poço de Jacó em Sicar, o tanque de Siloé, a Calçada de Pedra ou Pavimento (em hebraico Gabatá), onde Jesus foi julgado diante de Pilatos e outros — foram descobertos pela moderna arqueologia, fazendo silenciar muitas das objeções dos céticos.

João provavelmente teve acesso aos evangelhos sinópticos, escritos cerca de trinta anos antes do seu. Ele queria que seu registro fosse único; por isso revelou vários milagres e muitos ensinos de Jesus que não estão citados nos outros evangelhos.

Quis também apresentar Jesus como o Criador de todas as coisas — “No princípio…” (1.1-3). Além disso, ele o apresenta como juiz, igual a Deus, restaurador e galardoador, redentor e revelador.

A confiabilidade do evangelho de João é atestada por mais manuscritos e artigos (desde o final do primeiro século) do que qualquer outra obra literária da antigüidade, o que incomoda bastante os céticos.

E preciso lembrar que manuscritos antigos são raros, principalmente por não serem escritos em papel como conhecemos hoje, mas normalmente em papiro, um material extremamente vulnerável ao tempo, umidade, mofo e deterioração (o pergaminho somente foi inventado por volta do quarto século).

No entanto, muitas peças em papiro daquele período foram descobertas, o que confere validade à Bíblia (e especialmente ao evangelho de João) mais do que qualquer outro documento antigo.

Em 1885, no Egito central, onde o ar é seco, muitos documentos antigos foram encontrados, cobertos durante séculos por areias protetoras. Nos dez anos seguintes, descobertas arqueológicas revelaram muitos fragmentos das Escrituras, respondendo a muitas perguntas dos céticos.

Em 1920, um fragmento de papiro do evangelho de João também foi encontrado, medindo oito centímetros e nove milímetros por seis centímetros e quatro milímetros, contendo João 18.31-33 de um lado e 18.37-39 de outro.

Os estudiosos atribuíram-no à primeira metade do segundo século. É o mais antigo manuscrito da Bíblia encontrado — uma evidência de que o evangelho de João existia e estava em circulação no Egito, nos anos que se seguiram imediatamente à morte de João.

Este importante fragmento está sob uma redoma de vidro na Coleção Chester Beatty, da Biblioteca Rylands, em Manchester, Inglaterra, e é considerado um dos mais importantes manuscritos da história (embora já não seja o texto bíblico mais antigo). Este documento comprova a veracidade do evangelho de João bem como confirma sua autoria.

Além desse célebre fragmento do manuscrito de John Rylands, existe outra evidência da antigüidade do evangelho de João:

A veracidade do evangelho de João é comprovada também pelo Egerton Papiro 2, com data anterior ao ano 150.

Foi também usado por Tatian em seu Diatessaron…. João foi também conhecido e usado em alguns círculos heréticos gnósticos  — por exemplo, por Ptolorneu, um discípulo de Valentino, pelo evangelho de Pedro (cerca de 150), e (provavelmente) pelo autor do evangelho da Verdade, de Valentino.

Uma, evidência adicional da autenticidade deste importante evangelho é o fato de ele ter sido aceito imediatamente por todos os líderes da igreja primitiva.

Por exemplo, Inácio, em suas Sete Cartas, escritas por volta de 110 d.C, faz citações dos quatro evangelhos. Papias, que viveu em 70-155 d.C, foi discípulo de João e citou seus escritos, juntamente com os outros evangelhos, em seu livro Uma Explanação dos Pronunciamentos do Senhor.

Citações semelhantes podem ser encontradas nos escritos de Irineu (130-200 d.C), um aluno de Policarpo (tendo sido ele mesmo, por sua vez, um aluno de João), bem como nos de Justino Mártir e outros pais da igreja.

Apesar de apenas parte de seus escritos ter sido preservada, aqueles que restaram confirmam a existência e imediata aceitação, na época, do evangelho de João (assim como de outros livros do Novo Testamento).

A Bíblia é, com certeza, o livro mais lido e amado no mundo, e dos livros do Novo Testamento, o preferido é o evangelho de João.

Sua mensagem tem sido usada ao longo dos séculos para alcançar multidões para a salvação através da fé no Senhor Jesus Cristo, e esta é talvez a maior prova de sua autenticidade e inspiração divina.

Os Três Autores dos Sinópticos

Todos os três escritores dos evangelhos sinópticos ou foram testemunhas oculares dos eventos da vida de Jesus ou tiveram acesso àqueles que foram. Para uma avaliação correta dos sinópticos, é preciso esclarecer que os autores se preocuparam mais com o tema e as pessoas a quem eles se dirigiam do que com a seqüência cronológica dos fatos.

O evangelho de Mateus é considerado como escrito fundamentalmente para os judeus, pois continuamente enfatiza o cumprimento das profecias do Velho Testamento a respeito de Jesus, provando que Ele era realmente o Messias.

Desde o início do cristianismo, Mateus foi considerado o autor do evangelho que leva seu nome. Mateus é mencionado em ambas as listas de discípulos (Marcos 3.13; Lucas 6.12-16), confirmando ter sido uma testemunha ocular dos acontecimentos. Ele admitiu ser um “publicano” ou cobrador de impostos que deixou tudo para seguir Jesus.

E quando foi escrito o evangelho de Mateus? Os céticos nos fariam crer que ele data de pelo menos uma ou duas gerações após os eventos ali registrados. Isto, porém, é impossível. Sob uma redoma de vidro na biblioteca do Magdalen College, em Oxford, Inglaterra, se encontra o que atualmente é considerado como o mais antigo fragmento de papiro do Novo Testamento.

Ele não apenas confirma a exatidão do texto de Mateus ali preservado, como prova que os fatos ali narrados faziam parte do cotidiano da testemunha ocular que os descreve — exatamente como a igreja tem acreditado por dois milênios.

Na véspera do Natal de 1994, um estudioso alemão, Dr. Carsten Peter Theide, diretor do Instituto para Pesquisa Epistemológica Básica, publicou uma evidência científica que datava este fragmento do evangelho de Mateus como anterior ao ano 70 d.C, e talvez até anterior a 30 d.C.

Em 1996, em seu livro Testemunha Ocular de Jesus, escrito juntamente com o estudioso britânico Matthew D’Ancona, ambas as pesquisas atuais parecem indicar que o evangelho atribuído a Mateus existia também naquela época [30 a 60 d.C] em forma de folhas, o que tornaria possível a sua leitura por uma testemunha ocular da crucificação.

Em um artigo publicado em uma revista no final de 1996, o Dr. Theide fez esta importante declaração com base em suas descobertas científicas:

“Os fragmentos de papiro indicam que os primeiros registros completos dos evangelhos eram cópias que foram distribuídas durante as primeiras décadas da era apostólica, bem próximo da época em que as testemunhas oculares haviam presenciados os fatos. Portanto, o Jesus histórico não foi algo inventado.

Pode-se eventualmente contestar certos detalhes, mas não o fato básico de sua existência e tudo que fez.”

Este estudioso acredita que o evangelho de Mateus e, provavelmente, os outros dois sinópticos foram escritos e distribuídos entre 30 e 60 d.C, quando muitas outras testemunhas oculares ainda estavam vivas para julgar sua exatidão.

Esta data remota do primeiro evangelho significa que Mateus resistiu ao exame minucioso das únicas pessoas qualificadas para julgá-lo — não os “estudiosos” mil e novecentos anos distantes dos eventos, inclinados a desaprovar a Bíblia e os atributos de Cristo — mas as próprias testemunhas oculares dos acontecimentos.

Desse modo, não é de estranhar que a igreja primitiva tenha aceitado imediatamente os relatos do evangelho e dado a eles a posição de “outras escrituras”, estudando-os e discutindo-os juntamente com o Velho Testamento em seus cultos de adoração!

Marcos, considerado tradicionalmente o autor do segundo evangelho, foi provavelmente o primeiro a compilar os fatos da vida de Cristo para a igreja primitiva em constante expansão. Marcos não foi um dos apóstolos, mas conhecia bem tanto Pedro quanto Paulo, tendo feito várias viagens com eles.

Marcos ligou-se mais especialmente a Pedro, estando com o apóstolo em “Babilônia”, quando este escreveu sua primeira epístola (veja 1 Pedro 5.13). Marcos tinha ouvido muitas vezes as pregações de Pedro e de Paulo, tendo conhecimento de todos os eventos transcorridos na vida de Jesus.

O fato de os discípulos se reunirem na casa de sua mãe, em Jerusalém, faz com que possamos presumir que em sua juventude ele tenha ouvido pessoalmente as palavras do Salvador.

Atualmente os estudiosos admitem que o evangelho de Marcos tenha sido escrito cerca de 50 ou 54 d.C. Gregory A. Boyd, respondendo aos céticos do Seminário Jesus, chama a atenção para o fato de vários fatores internos indicarem uma data antiga para o evangelho de Marcos. Por exemplo:

Em Marcos 15.21 encontramos referência a um certo “Simão Cireneu que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo”, o qual foi forçado a ajudar Jesus a carregar a cruz.

A afirmação é totalmente inexplicável, a não ser admitindo-se a possibilidade de os leitores de Marcos estarem bem familiarizados com Alexandre e Rufo. Mateus e Lucas, estranhamente, não fazem referência a eles.

Isto não somente fixa o acontecimento na história, mas o localiza na memória dos leitores, os quais poderiam guardar esses nomes na memória por muito mais de dez ou vinte anos, talvez até uma geração. Se não fosse assim, tais nomes seriam esquecidos.

Boyd continua:

Marcos menciona Pilatos sem a preocupação de explicar a seus leitores quem era ele (Mateus e Lucas afirmam que ele era “governador”);  por outro lado, refere-se ao “sumo sacerdote” sem mencionar seu nome (ao passo que Mateus e Lucas o identificam corretamente como Caifás; Mc 14.53-54; 15.1).

A explicação mais lógica para isso é que os leitores de Marcos não precisavam da referência à posição de Pilatos ou quem era o “sumo sacerdote “quando Jesus foi crucificado.

Tendo em vista que Pilatos deixou de ser governador no ano 36 d. C, e Caifás deixou sua posição em 37d.C, quanto mais distante destas datas procurarmos datar o evangelho de Marcos, menos compreensíveis se tornam suas informações.

A conclusão de Boyd é apropriada, pois a evidência indica uma data anterior, sendo o relato feito por alguém muito familiarizado com os fatos e as pessoas envolvidas.

Devo acrescentar que descobertas arqueológicas recentes atestaram que Pilatos era o governador em Jerusalém naquela época, o que confirma a confiabilidade dos relatos do evangelho. Procure imaginar o que aconteceria se alguma descoberta arqueológica recente colocasse Pilatos vinte anos antes ou depois da crucificação.

Os céticos imediatamente ergueriam sua voz para atestar sobre a falta de credibilidade das Escrituras. Entretanto, somente um silêncio abafado de tais associações acolheu as recentes descobertas que confirmam as datas, as pessoas e a exatidão histórica dos registros.

De fato, a arqueologia não tem sido benevolente com os céticos durante os últimos cem anos ou mais. Em vez de confirmar seu ceticismo provando que a Bíblia está “cheia de falsidades”, como alguns costumam proclamar, numerosas descobertas arqueológicas têm, na realidade, confirmado a exatidão dos registros.

Há fortes evidências de que Marcos não somente escreveu o evangelho, mas contou com a ajuda de uma testemunha ocular. A antiga tradição admite que o apóstolo Pedro foi a força motora por trás do evangelho de Marcos. Alguns até vão mais longe a ponto de dizer que este é o evangelho segundo Pedro (por meio de Marcos).

O mais importante, porém, é que o evangelho de Marcos foi escrito por alguém que se relacionou diretamente com os eventos, sendo aceito pela igreja logo depois de ter sido escrito.

Papias, um discípulo do apóstolo João que viveu entre 70 e 155 d.C, escreveu em sua Explanação dos Pronunciamentos do Senhor que havia se dedicado à tarefa de inquirir os anciãos [presbíteros] e seus seguidores e que um deles narrou o seguinte: “Marcos, tendo se tornado o intérprete de Pedro, anotou com exatidão tudo aquilo que este último recordava — das palavras e atos de Cristo — não, porém, em ordem. Pois nem ele ouviu o Senhor, nem foi seu seguidor, mas, logo depois, ele se apegou a Pedro, adaptando suas instruções conforme a necessidade.

Marcos não ensinou como se estivesse compondo um relato unificado dos oráculos do Senhor, portanto, não cometeu nenhum erro ao assim anotar algumas coisas que ele (Pedro) lembrava. Pois tinha em mente uma só coisa — nada omitir do que tinha ouvido e não fazer quaisquer afirmações falsas”.

Lucas, “o médico amado” (Colossenses 4.14), autor do terceiro evangelho, possuía as qualidades de um bom escritor e historiador. Até mesmo os céticos, que difamam os registros do evangelho, admitem a qualidade do seu estilo literário.

Lucas era um médico grego que fez várias viagens com o apóstolo Paulo na propagação do evangelho. Supõe-se que seu livro tenha sido escrito cerca de 58-60 d.C, na época em que vivia na cidade de Cesareia, quando de prisão de Paulo ali durante dois anos.

Alguns estudiosos acreditam que Lucas tinha lido o evangelho de Marcos antes de escrever o seu, pois nos cerca de 1150 versículos de seu evangelho aparecem quase trezentas citações de Marcos [ed. de Almeida].

Como grego, Lucas tendia a escrever à maneira grega, o que dá ao seu evangelho uma aceitação universal maior que o de Mateus.

Ele enfatiza a humanidade de Jesus mais do que os outros, razão pela qual o filme “Jesus” (produzido e distribuído por Campus Crusade for Christ não precisa de muita revisão e adaptação quando traduzido para outras línguas — o evangelho de Lucas por si só proporciona a ação dramática.

O filme já foi traduzido para mais de setenta e cinco idiomas, tendo se revelado um excelente instrumento para levar milhões de pessoas a se decidirem por Cristo.

Lucas não foi testemunha ocular dos acontecimentos que relata em seu evangelho, mas compensa essa deficiência com a vantagem de ter entrevistado aqueles que estiveram com Jesus, produzindo, assim, um registro de grande exatidão e credibilidade.

Nenhuma pessoa poderia conhecer tão bem os detalhes encontrados no evangelho de Lucas, senão através de entrevistas com as testemunhas oculares; assim sendo, o bom médico Lucas deixou-nos um relato muito convincente da vida, ministério e morte de Jesus.

Pelo fato de se referir a tantos lugares geográficos específicos em seus escritos, Lucas se tornou sensível e preciso em suas investigações, relacionando com exatidão 53 localizações geográficas.

Sua precisão nas informações é tão surpreendente que vários arqueólogos, como W. F. Albright, tiveram sua fé restaurada ou fortalecida e muitos passaram da infidelidade à aceitação da fé ao constatarem a exatidão das informações do Dr. Lucas.

Uma dessas conversões foi experimentada por um dos maiores arqueólogos e geógrafos que já existiu, Sir William M. Ramsay.

Treinado na escola alemã de história, Ramsay não foi inicialmente receptivo à fé. Ele achava que a Bíblia o tornaria suscetível a influências não confiáveis, por conter muitas citações de lugares, acontecimentos e pessoas.

Como muitos outros, sua tentativa de desacreditar o Novo Testamento converteu-o à fé. Ramsay de início não admitia que o livro de Atos dos Apóstolos havia sido escrito por Lucas, o companheiro de Paulo.

Para provar sua hipótese, ele fez uma viagem pela Ásia Menor, durante a qual ficou tão impressionado com a exatidão mostrada no livro em relação às localizações geográficas e históricas que reviu seu parecer, afirmando que o texto de Lucas é de uma fidelidade insuperável. Mais tarde ele escreveu em um livro que Lucas deveria ser incluído entre os maiores historiadores.

Um outro testemunho sobre a precisão científica dos escritos de Lucas, de autoria do Dr. Wilbur Smith — um famoso pesquisador da atualidade e um de meus amados professores — citou uma fonte imparcial, o Dr. James T. Shotwell.

Em seu livro, The History of History, Shotwell escreveu: “Lucas, como mostra o livro de Atos dos Apóstolos, era um homem instruído que recorreu a várias fontes para redigir sua história. Suas citações geográficas são precisas e exatas, e sua obra pode ser comparada às melhores histórias pagas de seu tempo”.

Lucas certamente aplicou esse mesmo método ao escrever o evangelho que tem seu nome.

Todos os quatro evangelhos são igualmente importantes e, para obter uma imagem completa da vida de Jesus, você deve estudar os quatro. Cada um deles ressalta uma faceta diferente do caráter do Mestre. Mateus, escrevendo para os judeus, apresenta-o como rei.

Marcos apresenta-o como um servo, enquanto Lucas o apresenta como o homem perfeito. O último, João, apresenta-o como Deus em forma humana. Todos os quatro são imagens fiéis de Jesus de Nazaré e nos ajudam a compreender o Senhor de maneira completa.

Os Escritos Anteriores aos Evangelhos

Atualmente vários estudiosos da Bíblia admitem que Marcos, considerado o primeiro dos autores do evangelho, teve acesso a outros documentos concernentes à vida de Jesus, os quais usou para escrever seu próprio evangelho. Se você considera isto herético, lembre-se de que foi Lucas quem disse:

Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito… uma exposição em ordem. (Lc 1.1-3)

A menos que apenas dois escritores (Marcos e Mateus) sejam considerados “muitos”, Lucas tinha em mente outros relatos da vida, época e morte de Jesus que Deus não considerou necessários incluir no cânon das Escrituras. Esses “outros documentos” se perderam com o passar do tempo.

Provavelmente alguns ouvintes anotaram os sermões e ensinamentos de Jesus e transmitiram suas anotações pormenorizadas sobre horas ou dias de seus pronunciamentos a um autor desconhecido. Outros podem ter sido testemunhas oculares dos milagres e de outros acontecimentos de sua vida.

Marcos pode muito bem ter mantido esses escritos não utilizados à disposição de Lucas. Ninguém sabe ao certo. Há também boa probabilidade de que os três autores dos evangelhos sinópticos tenham recebido anotações ou relatos, ou mesmo documentos inteiros, dos quais puderam extrair suas informações.

Pelo menos um desses documentos parece ter sido completo, e alguns especialistas acreditam que ele foi incorporado aos evangelhos. Como aponta o Dr. Smith: “Sabemos que antes de qualquer coisa ter sido escrita, a igreja possuía registros sobre Jesus; entretanto, nunca poderemos saber como esses documentos surgiram ou quais eram suas características originais”.

Os estudiosos deram a esses escritos que antecedem aos evangelhos o título de “Q” [quelle], originado de uma palavra alemã que significa fonte. Há razões para acreditar que sua existência é explicada pela semelhança entre vários versículos nos três relatos.

O resumo a seguir contém algumas sugestões úteis:

“Q” foi um guia para a vida e a conduta cristã, escrito especialmente para atender às necessidades da igreja de Antioquia em épocas de crise. Foi uma espécie de manual evangélico para uma igreja gentílica.

Evidentemente ele não contém todo o ensino de Jesus, mas somente o que se considerava necessário para resolver problemas e circunstâncias inusitadas de uma igreja especial em uma fase especial de sua história.

Foi escrito provavelmente antes do Concilio Apostólico (50 d. C.) ou até mesmo antes da primeira viagem missionária de Barnabé e Paulo, isto é, cerca de 47 d.C. O Prof. Streeter chega a afirmar que “Q “foi provavelmente escrito vinte anos antes de Marcos.

De acordo com o comentário do Prof. Robertson, “Q “ foi escrito durante a vida de Jesus, razão pela qual não inclui a semana da paixão. Dificilmente vamos saber qual foi o conteúdo de “Q”, uma vez que ninguém viu tal documento, nem os antigos pais da igreja afirmaram tê-lo visto.

Embora a existência de um recurso precioso como “Q” não possa ser comprovada, ele é certamente plausível. Sabemos que Lucas baseou seu evangelho em ampla pesquisa e provavelmente não limitou suas fontes apenas aos relatos orais.

Seria natural que muitos registrassem o testemunho de uma cura ou algum dos sermões de Jesus. Com toda probabilidade, cada um dos escritores do evangelho teve acesso a muitas partes desse material.

É bem possível que Mateus tenha feito suas próprias anotações e mais tarde acrescentado alguma coisa do recurso material existente ao escrever seu evangelho. Se isto é verdadeiro, o tempo se reduz ainda mais entre os eventos reais na vida de Cristo e a época em que foram registrados nos evangelhos.

Todos os Sinópticos Foram Escritos Antes de 70 d. C.

O intervalo entre os acontecimentos da vida de Jesus e a redação dos evangelhos, como os conhecemos hoje, poderia ser somente de mais ou menos trinta e cinco anos. Os céticos do século dezessete tentaram provar que os evangelhos foram escritos depois do primeiro século ou, talvez, ainda mais tarde.

O objetivo era claro: queriam atribuir os relatos sobre a vida de Jesus a uma época posterior à morte de todos os discípulos, o que permitiria a eles rejeitar toda a história como falsa, uma vez que os evangelhos são atribuídos a homens que viveram na época em que os eventos se realizaram.

Um evangelho que não contivesse o testemunho de pelo menos uma testemunha ocular não poderia ser considerado um registro autêntico.

Este argumento, porém, não resistiu, como a maior parte dos ataques céticos sobre a autenticidade das Escrituras.

Os três escritores dos sinópticos incluem o discurso profético do Monte das Oliveiras, apenas horas antes de Jesus ser crucificado. Em todos eles menciona-se que Jesus previu a destruição do templo em Jerusalém, uma profecia que foi cumprida em 70 d.C. — entretanto, nenhum deles menciona que a catástrofe já tivesse ocorrido na época em que os registros foram escritos.

Isto confere credibilidade a Mateus e Marcos, ambos judeus nacionalistas, que teriam falhado em registrar um fato tão importante, como a ocupação de sua cidade e a destruição do templo, se de fato isso tivesse ocorrido na época em que escreveram.

Portanto, muito provavelmente, esses evangelhos foram escritos antes daquela data; e uma vez que é bastante improvável que todos os três escreveram no mesmo ano, pelo menos um deles poderia ter escrito entre dois a dez anos antes desse terrível acontecimento descrito minuciosamente por Josefo.

Portanto, estamos ainda dentro dos trinta a trinta e sete anos distantes dos eventos em questão — bem dentro do espaço requerido pela confiabilidade.

O Apoio de um Cético Francês

Se os evangelhos não tivessem registrado fielmente a vida de Jesus, de onde eles teriam tirado essa imagem? Qual é a probabilidade de os autores dos evangelhos terem simplesmente “combinado” entre si escrever a história da vida e caráter de Jesus? Observe a opinião de um famoso cético francês, Jean-Jacques Rousseau:

Seria a história do evangelho obra da imaginação? Amigo, não é assim que se inventa; os fatos sobre Sócrates, dos quais ninguém duvida, não são tão bem atestados como aqueles sobre Jesus Cristo. Na melhor das hipóteses, você está apenas se afastando do problema, sem ficar livre dele.

Seria mais inacreditável que quatro homens fizessem um acordo para fabricar este livro do que um único homem ter fornecido o assunto para ele. Nem os judeus poderiam ter feito isso. O evangelho contém notas de realidade tão grandes e admiráveis, que seu inventor seria uma pessoa mais surpreendente do que seu herói.

Qualquer pessoa familiarizada com Rousseau sabe que ele não foi nenhum defensor da fé. Rousseau foi um racionalista radical que exerceu grande influência sobre a Revolução Francesa e na introdução do humanismo nas Américas. Entretanto, Rousseau acreditava que a Bíblia possuía tanta credibilidade como qualquer outro livro antigo. Sua opinião ainda tem um grande peso.

A História Favorece a Confiabilidade da Bíblia

Por que alguns estudiosos não submetem outras obras antigas aos mesmos padrões irracionais que aplicam aos evangelhos? Há muito mais evidência para se confiar na Bíblia do que em qualquer outro livro antigo.Consideremos apenas alguns poucos exemplos da antiguidade.

Aristóteles, um filósofo grego freqüentemente citado, viveu entre 384 e 322 a.C. O documento mais antigo de suas obras foi descoberto cerca de 1.400 anos depois de ele ter escrito os originais. Platão viveu entre 427 e 347 a.C, e os documentos mais antigos que temos de seus trabalhos datam de pelo menos 1.100 anos depois que os originais foram escritos.

No entanto, quase ninguém nega a autenticidade dos escritos desses dois autores.Agora, comparemos isso com a situação dos evangelhos sinópticos.

Cópias completas dos evangelhos datadas entre duzentos e trezentos anos de sua composição estão expostos em museus de várias partes do mundo e existem fragmentos dos evangelhos ainda mais antigos. No entanto, os mesmos “estudiosos” que aceitam Aristóteles e Platão geralmente parecem chocados com Jesus. Isto não seria preconceito?

Além disso, todo o Novo Testamento pode ser reproduzido a partir de livros escritos pelos primeiros cristãos dentro dos 150 anos dos eventos! No entanto, os mesmos céticos que têm dificuldade em aceitar a Bíblia raramente hesitam em aceitar seus amigos filósofos da Grécia.

Por quê? Não é certamente porque eles têm mais evidência; o mais provável é que esses estudiosos têm sérias divergências filosóficas com a Bíblia. Portanto, a questão não é a evidência, mas a filosofia!

Muitos estudiosos têm se empenhado arduamente em tentar provar a validade do gnóstico evangelho de Tome, quando se sabe com certeza que sua data é posterior aos evangelhos canônicos, dos quais inclusive depende.

Geralmente um documento antigo é aceito por aquilo que ele alega ser, a menos que o historiador possa provar outra coisa. Isto coloca o fardo da prova sobre aqueles que não acreditam no documento. Até aqui os opositores da confiabilidade histórica dos relatos do evangelho falharam em suprir esta evidência.

Já é tempo de os céticos aceitarem como autênticos os evangelhos canônicos, ou então que consigam provar de uma vez por todas que eles datam de um período muito posterior ao que tem sido sustentado tradicionalmente.

A verdade é que nenhum livro antigo se aproxima do número de cópias ou de partes integrais de manuscritos que possuímos do Novo Testamento. Josh McDowell escreve:

Quando terminei minha pesquisa sobre a confiabilidade da Bíblia e publiquei Evidence That Demands a Verdict, em 1973, fui capaz de documentar quatorze mil manuscritos somente do Novo Testamento. Em 1980 reeditei e atualizei esta obra em razão da grande quantidade de novos materiais de pesquisa disponíveis.

Atualmente, sou capaz de documentar 24.633 manuscritos somente do Novo Testamento. A importância do número de manuscritos que documentam o Novo Testamento é ainda maior quando se constata que o segundo livro na história que mais possui manuscritos qualificados é a Ilíada, de Homero, que tem apenas 643 manuscritos.

O grande número de manuscritos que dão autenticidade ao Novo Testamento motivou Sir Frederick Kenyon, uma das maiores autoridades na questão da confiabilidade dos antigos manuscritos, a escrever: “O intervalo, entre as datas da escrita original e a evidência mais antiga descoberta é tão pequeno que chega a ser desprezível, o que torna praticamente impossível qualquer possibilidade de as Escrituras terem sido escritas mais recentemente.

Tanto a autenticidade como a integridade geral dos livros do Novo Testamento podem ser consideradas como definitivamente estabelecidas”.

De qualquer maneira, o fardo da prova repousa sobre os céticos. Eles têm, portanto, de prover qualquer evidência sólida de que os registros do evangelho sobre a vida de Jesus não são confiáveis. Se colocarmos de lado o antagonismo filosófico deles em relação a qualquer coisa sobrenatural, seus argumentos se desfazem como a neblina diante do calor do sol.

A história, a geografia e a lógica asseveram que Deus, realmente, deixou-nos um registro confiável da vida de seu Filho, Jesus de Nazaré. E esse registro é encontrado nos evangelhos.

Anos atrás minhas dúvidas de principiante eram aumentadas pelos céticos, que ridicularizavam a fé na Bíblia porque muitos de seus detalhes não podiam ser verificados por fontes extra bíblicas. Por exemplo, a Bíblia mencionava 44 reis pelo nome e, no entanto, nenhuma história “secular” confirmava sua existência.

O Dr. Harry Rimmer, um defensor da exatidão da Bíblia, chamou a atenção para o fato de, nos últimos cem anos de escavações arqueológicas, os nomes de quarenta daqueles reis terem sido descobertos. Ele costumava dizer em suas conferências que não era preciso muita fé para confiar na exatidão da Bíblia apesar de faltarem quatro reis! Certa vez a Bíblia foi ridicularizada por mencionar a grande “nação hitita”, muito embora fontes não-bíblicas disponíveis nunca tivessem mencionado esse povo.

Hoje, graças às escavações dos arqueólogos, todos aceitam a historicidade dos hititas — um povo que a Bíblia mencionou há 2.500 anos.

O Prof. Edward Meyer, um racionalista, honestamente declarou: “Não há absolutamente nenhuma razão para recusar-se a aceitar aquelas velhas tradições como historicamente dignas de confiança em todos os seus pontos essenciais e em sua disposição cronológica da história”.

Nos últimos anos, foram encontrados tantos fragmentos de manuscritos e tanta evidência do primeiro século que mesmo alguns dos cientistas e estudiosos mais céticos tiveram de rever as datas posteriores que haviam dado aos evangelhos, chegando finalmente a datas mais próximas daquelas que a tradição havia alegado para eles. Theide e D’Ancona concordam que a ciência e os eruditos terão de “redatar” suas ultrapassadas estimativas à medida que nos aproximamos do novo milênio. Eles concluem:

Há boas razões para se supor que o evangelho segundo Mateus, com seus relatos detalhados do sermão do monte e da grande comissão, foi escrito não muito depois da crucificação e certamente antes da destruição do templo em 70 d. C; que o evangelho segundo Marcos foi divulgado cedo o suficiente para poder alcançar Qumrã antes de sua destruição (anterior a 70 d.C),  que o evangelho segundo Lucas pertenceu a essa mesma geração de manuscritos cristãos.

Freqüentemente, nos últimos duzentos anos, a ciência tem sido hostil à fé. Porém, mais recentemente, talvez para ser academicamente honesta, a ciência começou a dar apoio àquilo que os cristãos sempre acreditaram: que os evangelhos foram escritos por testemunhas oculares dos eventos que apresentam e são, portanto, relatos confiáveis da história.

Afinal de contas meu dedicado professor estava certo:

O evangelho tem produzido mais força em direção ao bem do que quaisquer outros documentos já escritos pelos homens. Com base no testemunho de seus registros, a igreja cristã tem permanecido firme por dezenove séculos.

Milhares de grandes estudiosos em várias épocas têm alegremente testificado que após estudarem detidamente os evangelhos foram compelidos a aceitar suas palavras como sendo historicamente dignas de confiança.

Através da pregação daqueles primeiros discípulos, o mundo todo foi transformado e para melhor. Pela contínua pregação da verdade desses evangelhos milhões de vidas têm sido transformadas em cada geração.

Nenhum livro do mundo antigo tem sido mais insistentemente atacado do que a Bíblia, e, apesar disso, saiu ileso aos ataques da crítica das distorções e dos preconceitos. A Bíblia é ainda o livro mais vendido e certamente o mais amado do mundo.

Foi o primeiro livro a ser impresso logo após a invenção da prensa gráfica, exatamente porque era “o primeiro livro”. Isto aconteceu há mais de quinhentos anos, e ele continua sendo “o primeiro livro” até hoje.

Nenhum outro livro tem sido tão copiado, citado ou servido de inspiração para melhorar o caráter das pessoas. Ele é, de longe, o livro mais inspirador e motivador do mundo. A Bíblia contém muita da sabedoria de Deus e é o melhor manual sobre o comportamento humano já escrito.

Aqueles que criaram as filosofias discordantes da Bíblia foram acusados por seus próprios erros com o passar do tempo, enquanto que aqueles que traçaram o curso de suas vidas de acordo com os princípios contidos na Bíblia gozam da “paz com Deus”, impossível de ser obtida de qualquer outra forma.

Nas épocas de necessidade, busca de orientação ou bênção, mais pessoas ainda procuram a ajuda da Bíblia do que de qualquer outra fonte.

Jesus Garantiu a Exatidão de Seu Registro

O cristão não precisa preocupar-se com a confiabilidade dos registros ou com a exatidão das mensagens de nosso Senhor aos seus seguidores, contidas no evangelho.

Ele tomou grande cuidado para que elas fossem infalíveis. Isto faz sentido, pois, se Ele percorreu um caminho tão difícil para salvar a humanidade, não deixaria de assegurar a exatidão da narrativa dessa caminhada. Não é surpresa para Ele que o cristianismo permaneça por dois milênios, dependendo todo o tempo da proclamação de sua história por meio dos evangelhos.

Nem mesmo os movimentos racionalista alemão e cético francês o apanharam de surpresa. Ele havia tomado mais do que precauções adequadas.

Foi João quem registrou a promessa: “o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas E vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”. (João 14.26) O Espírito Santo, a quem Jesus também chamava “o Espírito da Verdade” tinha sobre si a tarefa de assegurar a exatidão dos registros do evangelho e sua inclusão no cânon do Novo Testamento.

Já vimos que existem outros escritos cristãos, mas nenhum sobreviveu até os nossos dias. Por quê? Evidentemente eles não estavam à altura do padrão de excelência que o Espírito Santo requeria ao compor o Novo Testamento.

Podemos com toda certeza ler os evangelhos e outros livros do Novo Testamento com a confiança de que estamos lendo relatos verdadeiros daquilo que Jesus de Nazaré realmente fez e disse.

Eis a razão por que podemos basear neles nossa salvação e destino eternos. Se desejamos saber quem Jesus de Nazaré realmente foi, não precisamos esperar pelas declarações mais recentes dos estudiosos céticos, tais como aqueles do Seminário Jesus.

A melhor estratégia é ler atentamente o que os evangelhos e os demais livros do Novo Testamento têm a dizer sobre Ele. Somente ali você estará em segurança.

Sobre o autor

Wilson Lemos

Wilson Lemos

Meu nome e Wilson lemos,
sou evangelista formado em bacharel em teologia pelo instituto de teologia
SETAD.

Sou casado e tenho por missão ajudar você a crescer espiritualmente em conhecimento.

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